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Diocese emite comunicado sobre retorno da Catequese Presencial


Orientações sinalizam para o retorno das atividades pastorais na catequese.




Por Pascom - A Pastoral Bíblico Catequética da Diocese de Eunápolis emitiu nesta sexta-feira, 04/03, orientações para o retorno presencial das atividades em todas as paróquias. A Pastoral teve suas atividades suspensas em 2020 por conta da Pandemia do Covid-19.


Foram 02 (dois) anos em que as paróquias tiveram que procurar meios e alternativas para que o processo de evangelização das crianças, jovens e também adultos pudesse continuar acontecendo. A orientação ressalta: "Nestes caminhos (encontros online, leituras orantes, atividades encaminhadas, partilhas, etc.) tudo teve validade enquanto crescimento e fortalecimento da experiência de Deus, do seguimento de Jesus e da identidade cristã católica."


Desafios foram vencidos vez que, as paróquias e comunidades mesmo sendo na mesma Diocese, tem realidades diferentes e nem todos tinham e tem acesso a internet, fazendo com que os Catequistas promovessem outros meios para que a Palavra de Deus e os Ensinamentos de Jesus Cristo chegassem aos lares e famílias assistidas pela Pastoral Catequética.


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RETORNO DA CATEQUESE PRESENCIAL
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Leia na íntegra o Comunicado:


"Senhores párocos, administradores paroquiais, coordenadores forâneos e paroquiais da catequese, catequistas, catequizandos adultos e pais ou responsáveis, Paz da parte de Deus, o nosso Pai.


Desta experiência de pandemia, muitas formas criativas foram surgindo e sendo vivenciadas dos mais diversos modos e meios nas respectivas paróquias.


Nestes caminhos (encontros online, leituras orantes, atividades encaminhadas, partilhas, etc.) tudo teve validade enquanto crescimento e fortalecimento da experiência de Deus, do seguimento de Jesus e da identidade cristã católica.


A Coordenação Diocesana para Animação Bíblico-Catequética comunica a todos os catequistas da Diocese de Eunápolis, orientações sobre o retorno da catequese presencial.


A sugestão é que se inicie para todas as etapas o processo de retomada em Março de 2022, conforme o calendário diocesano de pastoral.


1. TURMAS DA CATEQUESE EUCARÍSTICA


1.1. Conforme as Diretrizes Sacramentais Diocesanas, o ingresso na catequese seja no ano em que o catequizando completar sete (07) anos de idade, ou seja, concomitante ao seu ingresso no primeiro ano de ensino fundamental. Fará três anos de preparação e ao término do terceiro ano celebrará esse Sacramento.

1.2. As celebrações com Primeira Comunhão devem obedecer às normas sanitárias previstas para a celebração da santa Missa, inclusive quanto à Comunhão;

1.3. Deverá ser realizado (no mínimo) um encontro com os pais ou responsáveis dos catequizandos antes do retorno da catequese presencial para informá-los de como será o processo de retorno presencial.


2. TURMAS DA CRISMA


2.1. Conforme as diretrizes sacramentais diocesanas a idade mínima para receber o sacramento da confirmação é de 14 anos;

2.2. Para aqueles(as), que após a celebração da Primeira Eucaristia, continuarem por 3 anos completos na catequese em preparação para a Crisma, não se levará em consideração a idade mínima de 14 anos;

2.3. O candidato deve estar devidamente preparado, conforme as orientações diocesanas, considerando sempre a maturidade adquirida e testemunhada em sua vida pessoal, familiar e social, bem como na vivência sacramental, espiritual e fraterna na comunidade eclesial.


3. CATEQUESE DE ADULTOS


3.1. Os adultos, acima de quinze anos, sejam admitidos ao Batismo após uma adequada preparação (catecumenato) e uma vivência da fé na comunidade. Eles devem ser preparados para celebrar simultaneamente o Batismo, a Crisma e a Eucaristia - Os Sacramentos da Iniciação Cristã;

3.2. Que a turma de adultos tenha pelo menos 01 ano de preparação;

3.3. Cuide-se para que não seja apenas uma catequese sacramental ou de “regularização de casos”, mas que seja uma verdadeira evangelização, proporcionando educação na fé e inserção na comunidade eclesial(cf. Estudos da CNBB n. 61).


Jesus evangelizou os adultos e abençoou as crianças. Nós muitas vezes fazemos o contrário. As crianças, é claro, sempre serão bem- vindas e têm todo o direito de viver a experiência do amor de Deus. Mas adultos que vão descobrindo o que, sem saber, seu coração sempre buscou, precisam de um processo bem vivido de iniciação (cf. DNC, n. 180-184). Uma Igreja em estado permanente de missão tem que responder a essa necessidade. (cf. Estudos da CNBB n. 10).


4. QUESTÕES GERAIS:


4.1. Quanto ao retorno presencial, deve-se amadurecer a ideia na turma de catequistas junto ao pároco e dialogar com a comunidade assistida pela(o) catequista, de acordo com as condições e realidade de cada paróquia/comunidade;

4.2. Orientar as famílias e comunidade a não terem uma mentalidade semelhante ao modelo escolar. Ninguém ficará “atrasado” um ou mais anos.

4.3. Pedimos que as coordenações e os párocos fiquem firmes diante daquelas pressões que virão! Não podemos supor, nem fazer de conta que o processo aconteceu. Não podemos simplesmente dizer: “siga para a próxima etapa/fase”. A educação da fé requer seriedade e comprometimento. Requer também paciência e coragem. Permitir que o catequizando (a) vá para a próxima etapa/fase, sem ter feito a vivência daqueles conteúdos próprios do período, não nos é uma opção, pois entendemos com clareza que existe uma jornada, uma caminhada e ela se faz necessária para a formação da identidade cristã católica.

4.4. Que os catequizandos estejam ativamente participando das celebrações na paróquia/comunidade presencialmente;

4.5. Não está autorizada a transmissão dos encontros de catequese por meios eletrônicos.

4.6. Considerar o engajamento da vida paróquia/comunidade mais do que o simples “desejo” de receber um sacramento sem nenhum envolvimento com a vida cristã;

4.7. Nas cidades onde o governo municipal não autorizou o retorno das aulas escolares, também não fica autorizado o retorno presencial da catequese com crianças;

4.8. As paróquias que adotaram outro calendário de catequese, sejam livres para segui-lo. Bem como, os párocos que entendem que por motivos próprios da sua comunidade paroquial ainda não seja o momento para o retorno, podem postergá-lo;

4.9. Se a equipe de coordenação paroquial da catequese, juntamente com seu pároco e catequistas, avaliar que não houve uma catequese efetiva e que os catequizandos necessitam de um tempo maior de experiência comunitária, doutrinal e celebrativa, poderá adiar a celebração do Sacramento para o momento que considerar oportuno. É muito importante um diálogo verdadeiro, objetivo e firme com as famílias, caso houver a necessidade de adiamento;

4.10. Levando em conta as incertezas que ainda prevalecem, estas deliberações podem sofrer alterações, dependendo da evolução da pandemia.

4.11. Não exigir comprovante de vacinação contra COVID, porém, persiste a insistência de motivar os fiéis, a se apresentarem para receber a vacina. Cuidar da saúde própria e do próximo não é questão política nem ideológica. É assunto de caridade e responsabilidade cívica.


5. PROTOCOLOS DE SEGURANÇA


5.1. Convém que os catequistas, ministrantes dos encontros, sejam aqueles fora do “grupo de risco” (morbidades, idade avançada etc);

5.2. Conhecer os procedimentos relativos às movimentações de pessoas e grupos, determinados pelas autoridades de saúde;

5.3. Protocolos de segurança exigidos na sua cidade, de modo a reforçar o cumprimento por parte dos catequistas, catequizandos e pais;

5.4. Levantamento das características dos espaços onde habitualmente ocorre a catequese e de outros possíveis existentes na paróquia (interiores e exteriores);

5.5. Programar horários específicos para cada grupo de catequese, evitando um número maior de pessoas e a aglomeração.

5.6. Adaptação dos espaços e devida higienização da catequese às normas de funcionamento de grupos, de acordo com as orientações das autoridades de saúde para cada tempo e contexto;

5.7. Nas paróquia sem que se tenham poucos catequistas ou espaço físico para a realização do encontro pode-se pensar numa modalidade de catequese a cada 15 dias intercalando as turmas. Contudo, seria muito bom que na semana em que os catequizandos não estiverem no encontro presencial, se ofereça algum conteúdo na modalidade online(vídeos, lives, áudios)ou se ofereça algum material para atividades ou momentos de oração em casa.

5.8. Uso obrigatório de máscara durante todo o tempo do encontro. Tratando-se da catequese com crianças orientem os pais a enviarem uma máscara reserva. Pede-se também aos catequistas que conservem consigo algumas máscaras descartáveis para eventuais necessidades.

5.9. Fornecer álcool em gel ou álcool 70% para os usuários na entrada de cada sala;

5.10. Não se deve promover dinâmicas ou brincadeiras que estimulem cumprimentos, toques ou abraços;

5.11. Adotar o monitoramento de sinais e sintomas dos catequistas e catequizandos;

5.12. Cada encontro terá a duração de 1h;

5.13. Organizar para que cada catequizando tenha:

5.13.1. O seu manual de catequese, sua Bíblia e o material de escrita de utilização individual;

5.13.2. Sua própria garrafinha d’água e não partilhe lanches entre si;


Agradecemos o empenho, dedicação, a coragem e a comunhão não só agora no tempo da pandemia, mas em toda a nossa caminhada.


Pedimos à Mãe Maria, primeira Catequista, que nos ajude neste novo tempo que estamos gestando. Que as experiências vividas não sejam guardadas como negativas, mas sim, como trampolim, mola impulsionadora que nos fez rever nosso caminhar, nossas atitudes e nossa fé.


Sem mais, animados pelo Espírito Santo, pedimos a todos que não esmoreçam. A pandemia nos tem dado provas de toda a "luta" da fé que nossos antepassados enfrentaram, seja em pandemias semelhantes ou, até mesmo, nas perseguições. É no sofrimento que o seguimento de Nosso Senhor é confirmado.


Deus vos abençoe!


Dom José Edson Santana Oliveira

Bispo da Diocese de Eunápolis - BA


Jailson Carvalho dos Santos

Coordenador Diocesano da Catequese


Padre Antônio Martins Sobrinho

Assessor Diocesano da Catequese


04 de Março, 2022"


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